Sobre
Cheguei a CTO. Nunca foi sobre o cargo.
Estou em tecnologia há 30 anos. Comecei como empreendedor: fundei a Conecta, operadora de telecom licenciada, e passei 15 anos construindo do core NGN VoIP até a operação, lidando com o que dá quando você é dono do problema inteiro: rede, regulação, caixa, time. Depois fui para o outro lado da mesa: arquitetura e liderança em Accenture, AWS e Sysmap, e por fim CTO da Aarin, fintech do grupo Bradesco, em ambiente regulado pelo BACEN, onde cada decisão técnica é também decisão de risco e de caixa.
Na prática isso significou liderar engenharia de aproximadamente 100 pessoas, orçamento na casa de sete dígitos por ano, e plataformas processando milhões de transações por dia em ambiente Bacen (PIX, BaaS, ledger). Reduzi custo de infraestrutura em torno de 30% e ganhei cerca de 20% de produtividade em engenharia puxando adoção de IA para dentro do fluxo de trabalho, não como vitrine.
O que mudou em 10 anos? Aprendi a decidir com dado e tradeoff explícito, não com slide. Construo times pequenos e densos. Desconfio de "transformação digital" como narrativa e confio em gente resolvendo problema de negócio de verdade. E aprendi a traduzir nos dois sentidos: levar uma decisão técnica para o board sem perder a substância, e levar contexto de negócio para o dev júnior sem terceirizar o entendimento. Os dois lados precisam entender. Esse é o trabalho.
Hoje escolho o próximo passo em vez de aceitar o próximo passo. O que importa é o problema certo, com gente que sabe o que está fazendo.
Marcar conversaLiderar é confiar no time antes de o salto começar.